Lá fora é carnaval. Os termômetros marcam 34° onde há bebida e azaração. Passo meu feriado dentro do quarto, sob o som de Litlle Joy nas caixinhas do meu computador. Viajo. Evaporando as lembranças, entro numa relação doentia comigo mesmo.
Está quase noite e todos os seres vão se embalar nas velhas novas marchinhas, onde o suor é o choro da pinga, o beijo na boca é o contrato da noite e toda cultura do século é utilizada somente num dia.
Penso em deitar no gelo da caixa de isopor e como um deus tomar toda cerveja do mundo, mas olho ao meu redor e vejo poses sacras, onde os movimentos dos seus olhos são como metralhadoras de saberes, julgando outra carne que também traz sua história.
Farei como o barulho que escuta lá de fora, me agitarei, acenderei um cigarro e depois de um banho frio, ligarei pra você pedindo SOCORRO!
Nenhum comentário:
Postar um comentário