sábado, 24 de dezembro de 2011

Menino.

Agora aqui, só-zinho
caio em rumores cheio de perguntas...
Um beijo salgado com pedidos de desculpas e um abraço frio propicio ao encanto natalino.
Minha Tia repousa no sofá.
A janela me chama para ver o movimento, creio que meus olhos não se hipnotizaram pelas luzes e cores.
Aprendi a fábula do menino quando criança e pergunto se todos aprenderam a minha estória.
Minha Tia suspira em belos (ou não) sonhos, pois antes de deitar rogou maus agouros em minha noite.
Estou ficando sem cor e lembrando de ti, vejo embrulhos verdes, o melhor vinho em tuas mãos e um sorriso tímido avermelhado chegando sempre no mesmo horário.
Cômodo pequeno, louça sem lavar... nenhum sinal.
Cubro-me sem frio, abajur desligado e suspiro boa noite.
E Como diria João Falcão:
“Já é tarde é quase meia noite”.
Amém.

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